
Quando eu vim do sertão,
seu môço, do meu Bodocó
A malota era um saco
e o cadeado era um nó
Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau-de-arara
Eu penei, mas aqui cheguei (bis)
Trouxe um triângulo, no matolão
Trouxe um gonguê, no matolão
Trouxe um zabumba dentro do matolão
Xóte, maracatu e baião
Tudo isso eu trouxe no meu matolão.
seu môço, do meu Bodocó
A malota era um saco
e o cadeado era um nó
Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau-de-arara
Eu penei, mas aqui cheguei (bis)
Trouxe um triângulo, no matolão
Trouxe um gonguê, no matolão
Trouxe um zabumba dentro do matolão
Xóte, maracatu e baião
Tudo isso eu trouxe no meu matolão.
Porém, gostaria de informar que a canção “Último Pau-de-Arara” não é do grande mestre da sanfona e rei do Baião Luiz Gonzaga. A composição dessa música é de Venâncio, Corumbá (dois dos mais conhecidos compositores e cantores da tradicional música sertaneja) e José Palmeira Guimarães, este último mais conhecido por seus amigos por Palmeirinha e, ainda hoje, desconhecido do grande público. Foi gravada no LP do Fagner em 1973.
Parte da poesia foi censurada, à época e, posteriormente gravada num CD do Coral da Petrobrás, no ano 1996, sob a regência do Padre Pedro Ferreira da Costa, em Natal (RN). Nesta versão, foi colocada a parte censurada, conforme abaixo:
Parte da poesia foi censurada, à época e, posteriormente gravada num CD do Coral da Petrobrás, no ano 1996, sob a regência do Padre Pedro Ferreira da Costa, em Natal (RN). Nesta versão, foi colocada a parte censurada, conforme abaixo:
ÚLTIMO PAU-DE-ARARA - Composição: Venâncio / Corumbá / J. Guimarães
Intérprete: Coral da PETROBRÁS – Natal – RN - CD VOZ & ALMA – 1996.
“NÃO ADIANTA IR EMBORA,
PRA SÃO PAULO OU GUANABARA,
O PATRÃO QUE AQUI ME EXPLORA
ME ARRANCA OS OLHOS DA CARA
É O MESMO PATRÃO DE LÁ
E O DEUS DE LÁ É O DAQUI
SÓ DEIXO MEU CARIRI
NO ÚLTIMO PAU-DE-ARARA.”
Outra gravação, apresentando outra versão, segundo o poeta, cantor e compositor paraibano, um legítimo seguidor de Jacson do Pandeiro, Biliu de Campina; a música de Venâncio e Corumbá e letra original de JOSÉ PALMEIRA GUIMARÃES, foi gravada no CD - Forró Pé & Cabeça de Serra – 2005, do próprio Biliu de Campina, cuja capa encabeça este artigo.
Intérprete: Coral da PETROBRÁS – Natal – RN - CD VOZ & ALMA – 1996.
“NÃO ADIANTA IR EMBORA,
PRA SÃO PAULO OU GUANABARA,
O PATRÃO QUE AQUI ME EXPLORA
ME ARRANCA OS OLHOS DA CARA
É O MESMO PATRÃO DE LÁ
E O DEUS DE LÁ É O DAQUI
SÓ DEIXO MEU CARIRI
NO ÚLTIMO PAU-DE-ARARA.”
Outra gravação, apresentando outra versão, segundo o poeta, cantor e compositor paraibano, um legítimo seguidor de Jacson do Pandeiro, Biliu de Campina; a música de Venâncio e Corumbá e letra original de JOSÉ PALMEIRA GUIMARÃES, foi gravada no CD - Forró Pé & Cabeça de Serra – 2005, do próprio Biliu de Campina, cuja capa encabeça este artigo.
(*) Escritor, cordelista, pesquisador. Atual Presidente da SBEC.
2 comentários:
Que bom que a memória perpetua. Sou filho do Palmeirinha. Belo texto. []'s
Não acredito que essa letra tenho sido censurada. Fagner gravou a música em 1973 com a mesma letra da gravação feita por Ary Lobo em 1957. Mas a dupla pernambucana Venâncio e Corumba já a tinha gravado em 1956.
O livro do poeta é de quando? Ao que me parece, houve uma adaptação da letra feita por Venâncio. Dizer que houve censura, acho meio forçado!
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